Estagiário da UVA conta como conquistou vaga no mercado de trabalho

04/10/2011 18:10

Gilson de Holanda Lopez

Muitos estudantes conseguem fazer do estágio a porta para o mercado de trabalho. Um exemplo, é a história do ex-aluno do curso de Gestão em Serviço de Saúde da UVA Gilson de Holanda Lopez, que em 2008 se formou como gestor de saúde e logo em seguida foi contratado pela empresa pública na qual estagiava, a unidade básica de saúde Drª. Maria Aerecila, no bairro Cidade Olímpica II.

Para o então estagiário, o motivo da sua contratação foi a formação de gestor que estava recebendo do curso. Segundo ele os profissionais que trabalhavam na unidade não tinham formação administrativa. “Percebi que havia uma carência no gerenciamento, e, com os conhecimentos adquiridos em sala de aula fui colaborando com a administração da unidade e ganhando a confiança da equipe”, ressalta o ex-aluno.   

Uma das ferramentas de gestão que Gilson Lopez aprendeu durante o curso foi  a realização do planejamento estratégico, no qual  busca-se resultados por meio de estratégias com objetivos e metas bem definidos. Com essa ferramenta e uma boa idéia Gilson resolveu no estágio criar um projeto de fitoterapia.   

Projeto

Durante as atividades de estágio, o estudante percebeu que na unidade de saúde existia uma enorme área verde ociosa. Como trabalhava há mais de dez anos com fitoterapia, sugeriu à diretora da unidade a idéia de um projeto com o objetivo de construir canteiros para o cultivo de plantas medicinais. Idéia que foi muito bem recebida pela diretora da unidade.

“O projeto consistia em cultivar e manipular plantas medicinais para produção de pomadas, cremes, tinturas e chás que seriam distribuídos gratuitamente para os pacientes da unidade de saúde”, explica o ex-estagiário.

Antes de partir para a execução do projeto, Gilson lembra que realizou uma pesquisa na comunidade, uma espécie de diagnóstico para saber o grau de aceitação dos moradores em relação ao tratamento fitoterápico. Segundo ele, foi constatado com a pesquisa um elevado índice de aceitação do uso de plantas medicinais pela população.

Mesmo após terminar a carga horária do estágio obrigatório, o aluno continuou dando assistência à implantação do projeto na unidade de saúde. Gilson se formou e foi contratado pela prefeitura de São Luis, na gestão de Tadeu Palácio.

No entanto, com a mudança de prefeito após as eleições, a atual gestão da prefeitura de São Luis decidiu não mais investir no projeto fitoterápico criado pelo ex-estagiário e o exonerou. Atualmente, Gilson dá cursos de Fitoterapia e é professor do programa Projovem do governo federal, no qual prepara para o mercado de trabalho jovens técnicos fitoterapeutas holísticos.